Entenda como funciona Data Center Virtual

Entenda como funciona Data Center Virtual
por

Mesmo antes de surgir a tecnologia de Data Center Virtual, a consolidação da Computação em Nuvem (ou Cloud Computing) transformou, sem dúvida, a maneira como os serviços de infraestrutura de TI são entregues atualmente.

Softwares tornaram-se mais dinâmicos, e o gestor passou a ter mais mecanismos para garantir a qualidade dos serviços direcionados ao usuário. Além disso, ganhos de mobilidade e a redução de custos passaram a ser algo comum nos negócios que investem nessa ferramenta.

No geral, um dos maiores impactos do uso do cloud computing no ambiente corporativo é representado pelo conceito de IaaS (Infrastructure as a Service). E, graças a esse modelo de infraestrutura, foi possível criar uma das maiores tendências do setor: o Data Center Virtual (DCV).

Afinal, pense bem: que empresa não deseja ter uma infraestrutura completa, moderna e muito mais versátil, arcando com custos inferiores em comparação aos serviços tradicionais? Pois é isso que o Data Center Virtual proporciona.

Então, para que o seu negócio não deixe esses benefícios escaparem, explicaremos neste post o que é esse conceito, como ele funciona e de que maneira a tecnologia pode ajudar a sua empresa a crescer. Continue lendo e confira!

O que é Data Center Virtual?

Derivada da Computação em Nuvem, o Data Center Virtual é uma tecnologia recente responsável por fazer a integração de toda a tecnologia da empresa, formando um completo parque tecnológico. Seu principal objetivo é simular, em um ambiente digital, o funcionamento de um conjunto de servidores físicos.

Dentro da sua gama de funcionalidades, o DCV permite que o usuário controle recursos de rede, software e storage utilizando-se de uma camada adicional de gestão. Dessa forma, as políticas de controle poderão ser aplicadas para manter o sistema sempre interconectado.

Na prática, essa virtualização faz com que o sistema funcione como se todos os servidores estivessem no mesmo switch, rack, roteador e firewall. É, basicamente, um grupo de servidores executados na nuvem, totalmente interligados de forma natural.

Considerando as maiores vantagens propiciadas pela Cloud Computing (como flexibilidade, escalabilidade, controle, segurança e redução de custos), ao investir em um Data Center Virtual a empresa passa a contar com todos esses benefícios em sua infraestrutura de TI, garantindo muito mais competitividade.

Assim, apesar de estarem armazenados em locais físicos distintos, os componentes funcionam, virtualmente, de maneira integrada e são executados em uma infraestrutura abstrata — o que explica a sua nomenclatura.

E, para o usuário, o acesso também ocorre de maneira integrada, sempre. Os recursos de software utilizados para unificar a experiência do usuário eliminam as separações reais da infraestrutura, garantindo, com isso, uma performance de ponta. Uma interface única centralizada permite o gerenciamento completo de todo o Data Center Virtual.

Como ele funciona?

Conforme explicamos acima, o DCV funciona de maneira unificada com uma interface de alto nível, fornecida por uma camada extra de proteção que trabalha harmonizando estes três principais recursos:

  • rede (rede internet e rede privada);
  • computação (processamento de memória);
  • storage (armazenamento dos dados).

Cada um dos componentes — e seus respectivos subcomponentes — são emulados por diversos softwares que se comunicam entre si.

O resultado dessa integração é a formação de um sistema lógico de Data Center, que se comporta como uma infraestrutura física. A diferença, no entanto, está nos recursos proporcionados pela Computação em Nuvem, que acopla uma considerável quantidade de benefícios.

Qual é a diferença entre Data Center Virtual e Computação em Nuvem?

Entender essa diferença entre Data Center Virtual e Computação em Nuvem, bem como um servidor em nuvem (cloud server), é mais simples do que parece.

A Computação em Nuvem está ligada à execução de um servidor na internet (servidor virtual), sem que ele exista fisicamente. Assim, plataformas de cloud computing podem ser utilizadas para uma série de serviços.

Portanto, na computação em nuvem tradicional os usuários contratam processamento (CPU e memória ram), disco (storage) e rede (conexão com a internet) para rodar suas aplicações, websites, etc. Cada servidor cloud é um servidor isolado, conectado à internet e rodando as aplicações e sistemas desejados pelo seu gestor.


A nuvem também é utilizada para o licenciamento de softwares. E, como eles são executados em um ambiente centralizado, seus custos de manutenção caem. Além disso, a atualização e distribuição de correções é feita automaticamente, o que torna a aplicação mais íntegra e robusta.

Já o Data Center Virtual é uma evolução do conceito de cloud server, pois não se trata de um armazenamento de servidor virtual, mas de toda uma infraestrutura de hardware e componentes de rede. Em outras palavras, o usuário tem acesso a uma infraestrutura completa, e não apenas a uma de suas camadas (como espaço de armazenamento ou um software).

Imagine, portanto, que exatamente tudo o que a sua empresa necessita para montar um Data Center condizente com a demanda e os processos internos pode ser disponibilizado virtualmente. Isso dispensa o negócio da necessidade de investir em todos os equipamentos físicos, bem como planejar a ocupação de espaço e a infraestrutura das instalações elétricas.

É essa facilidade que o Data Center Virtual promove. Por entregar recursos on demand, o DCV dá ao negócio mais flexibilidade e tempo para focar nos processos críticos da empresa. Ainda, uma vez que a infraestrutura pode ser modificada a qualquer momento, o tempo de resposta às demandas do mercado é bem reduzido.

Em outras palavras, com o DVC toda a estrutura tecnológica fornecida virtualmente por recursos de Computação em Nuvem é contratada como um serviço. E, justamente por isso, o Data Center Virtual está atrelado ao conceito de IaaS — facilitando, conforme veremos mais adiante, a aquisição da infraestrutura por parte das empresas.

Quais são as vantagens de um DCV?

O Data Center Virtual funciona de forma tão eficiente quanto o físico, porém, oferece ainda alguns benefícios únicos, como escalabilidade, controle, gerenciamento via interface, maior tolerância a falhas, otimização de custos, segurança e muito mais.

Vamos conhecer melhor cada um deles?

Redução de custos

Como o DCV reúne programas que conversam entre si, os custos com equipamentos de hardware são reduzidos drasticamente. Por consequência, as atualizações se limitam ao aspecto de software, criando mais recursos para o negócio realizar novos investimentos.

O consumo de energia elétrica também é outro fator para a redução de despesas. Como o ambiente computacional será formado por menos máquinas, haverá menor consumo de energia e melhor aproveitamento do espaço físico — benefício extra sempre muito bem-vindo, não?

Vale destacar que a redução do gasto de energia também ocorre com a possibilidade de diminuir o uso de sistemas de refrigeração. Afinal, a empresa não terá tantas máquinas em um único ambiente, logo, poderá utilizar menos o ar-condicionado para manter os aparelhos em uma temperatura ideal.

Aumento da escalabilidade operacional

A escalabilidade operacional permite ao negócio reduzir custos e garantir que a companhia tenha uma infraestrutura de performance contínua. Concisamente, se tratada capacidade de adequar a infraestrutura conforme as necessidades, ou seja, ajustar os recursos na medida para atender às demandas do negócio.

A vantagem disso começa pela eliminação de um risco comum do investimento em infraestrutura: a aquisição de recursos e capacidade incompatível com as necessidades, gerando despesas desnecessárias.

Outro ponto da escalabilidade em favor da otimização dos custos é a flexibilidade. Ao planejar o upgrade da infraestrutura, por exemplo, em vez de levantar requisitos e custos e comprar novos equipamentos, bastarão alguns cliques para aumentar a capacidade dos recursos em questão.

Podemos, assim, incluir a escalabilidade como uma característica em destaque da redução de custos.

Os custos são ajustados de acordo com as alterações, portanto, a empresa paga pelo que utilizar, ganhando em controle. Além disso, o gestor pode garantir uma performance de ponta continuamente, uma vez que a distribuição dos recursos será proporcional às demandas dos usuários.

Controle maior de recursos

Ainda tomando como exemplo o ajuste dos recursos, vamos supor que o seu negócio precise ampliar a capacidade da infraestrutura para atender a uma demanda específica, por um tempo limitado ou serviço de curto prazo.

Diferentemente das tecnologias tradicionalmente usadas até a década passada, o Data Center Virtual permite que os recursos sejam reduzidos instantaneamente. Portanto, existe controle em todos os sentidos.

Até pelo fato de todos os componentes serem utilizados em formato de software em vez de hardware, o gerenciamento desses ativos virtuais é muito mais fácil. O fornecedor de DCV deixará à disposição um painel de gerenciamento, ou seja, os dispositivos serão administrados em poucos cliques.

E as políticas de segurança de dados também se tornam mais eficazes. Como, no DCV, a companhia pode aplicar regras de controle em um ambiente centralizado, isso garante que o gestor de TI terá um amplo controle sobre todos os fatores que interferem na rotina dos usuários.

Mais segurança

A questão da segurança está diretamente ligada ao fator Cloud Computing, solução responsável por unificar os servidores alocados em diferentes lugares.

Esse tipo de solução se conecta ao Data Center a partir de uma tecnologia de nuvem híbrida, o que estabelece uma conexão segura na rede local entre os servidores dedicados e a nuvem.


Aliás, essa é a opção mais indicada para a proteção de dados que ficam em um sistema físico, permitindo que o usuário final interaja com uma solução em nuvem, mas com os dados corporativos e confidenciais alocados fora dela, em uma estrutura física da própria organização.

Além disso, o monitoramento também é centralizado. Assim, empresa pode monitorar todo o estado da sua infraestrutura de maneira abrangente, eliminando vulnerabilidades e bloqueando contas com comportamentos suspeitos rapidamente.

A empresa terá condições, portanto, de usufruir de todas as vantagens da nuvem sem abrir mão dos mecanismos de segurança próprios, definidos pela equipe de TI. Fora isso, a integração de servidores com um sistema virtualizado é algo que oferece total segurança e flexibilidade para a empresa.

Se o gestor ainda tem algum receio de implantar esse sistema, o indicado é fazer uma transição constante e regular. Assim, o Data Center Virtual começa pequeno e vai crescendo conforme a necessidade da organização.

Que tipos de aplicações são executados em Data Center Virtual?

Além das vantagens mencionadas até aqui, a tecnologia de Data Center Virtual ainda traz consigo diversas aplicações, que são significativas para todo e qualquer ambiente de TI. A seguir, falaremos sobre algumas delas:

Replicação de servidores

Criar réplicas dos servidores virtuais dentro de servidores físicos é uma estratégia que permite a continuidade do negócio sempre que algo ocorrer. Além disso, garante a recuperação do sistema em situações de desastre, prevenindo que eventuais problemas gerem longas interrupções.

Na prática, essa aplicação age em conjunto com a Computação em Nuvem. Os dados, serviços e aplicações da empresa rodam em sincronia entre vários servidores, deixando-os preparados para restabelecer os serviços imediatamente.

Destacam-se como maiores vantagens da replicação de servidores, nesse sentido:

  • redução de tempo de indisponibilidade;
  • sincronia de dados entre múltiplos servidores;
  • liberdade para realizar testes sem afetar os serviços;
  • rápida recuperação em eventos de desastres.

Criação de múltiplos servidores virtuais em um ambiente físico

Com o auxílio do hypervisor (camada de software), é possível criar vários servidores virtuais no parque tecnológico instalado na empresa, mesmo que ele seja formado por poucos servidores dedicados.

Imaginemos, por exemplo, como seria a implementação de 10 servidores físicos: entre tantas coisas, seria preciso cuidar da aquisição dos equipamentos, produtos de software e esforços da equipe de TI para fazer as instalações e configurações.

Utilizando a tecnologia de Data Center Virtual, no entanto, todo esse trabalho é consideravelmente simplificado, visto que a implementação fica limitada à instalação e configuração do servidor virtual.

Esse tipo de aplicação é ideal para empresas que têm uma variedade de departamentos informatizados, em que o ambiente de trabalho para os respectivos funcionários deve ser diferente, viabilizando a ideia de criar diversos servidores.

Execução de ERP

Os programas de software de gestão — ERPs, Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa, em português — podem ser executados no Data Center Virtual, contando com todos os benefícios (já mencionados) da Computação em Nuvem.

Isso se refletirá, sobretudo, em redução de despesas, segurança, maior estabilidade e facilidade para realizar atualizações e correções de bugs etc. Ou seja, são mesmo muitas as vantagens de hospedar o sistema ERP na nuvem!

Enfim, esperamos que este artigo tenha sido útil para tirar todas as suas dúvidas sobre Data Center Virtual. Agora, se gostou da leitura, aproveite para saber mais sobre como são os ganhos de controle sob a infraestrutura por meio dessa ferramenta!

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *