Afinal, o que é virtualização?

Afinal, o que é virtualização?

Você sabe o que é virtualização? A tecnologia que está presente no universo da computação desde os anos 1960, ganhou popularidade nos últimos anos graças ao cloud computing e pode ser vista como um ótimo investimento para muitos negócios.

A nuvem permitiu que sistemas fossem virtualizados com mais agilidade e segurança. Além disso, o controle de arquivos ficou mais simples e a infraestrutura ganhou escalabilidade. Dessa forma, gestores conseguiram adotar essa solução gastando menos e evitando desperdícios.

Quer saber mais sobre o tema? Então veja o nosso post abaixo!

O que é virtualização?

A virtualização é o processo de criar um ambiente digital que simula todas as características de um computador (ou servidor) físico. Ele pode ser utilizado tanto para a execução de uma aplicação específica quanto um conjunto de serviços de TI.

Um ambiente virtualizado pode conter uma única instância computacional ou várias sendo executadas continuamente no mesmo dispositivo, sem que elas se relacionem diretamente. Ou seja, em um único servidor o usuário pode criar várias máquinas virtuais com sistemas operacionais, interfaces de rede, capacidade de armazenamento e processamento de dados diferentes. Dessa forma, é possível sempre entregar ao usuário uma experiência que está alinhada com as suas necessidades.

Quais são os tipos de virtualização existentes?

A virtualização é uma solução flexível, ou seja, pode adotar diferentes formas de uso. Em geral, negócios utilizam os seguintes tipos de virtualização.

Virtualização de Hardware

Esse tipo de virtualização pode envolver apenas um dispositivo ou uma máquina completa. O usuário que contrata essa solução geralmente pretende executar aplicações próprias (como softwares legados) com mais segurança e disponibilidade. A sua principal vantagem está no melhor aproveitamento da capacidade computacional e a definição de uma máquina virtual conforme as necessidades da empresa.


Virtualização de Sistemas

Nesse caso, o usuário pode executar um sistema completo conforme as suas necessidades. Esse é o tipo de virtualização que permite, por exemplo, que uma máquina virtual com uma versão do Android seja executada dentro de um ambiente do Windows 10. Assim, o usuário pode executar testes ou trabalhar com um software específico.

Virtualização de armazenamento

Esse tipo de virtualização permite que múltiplas unidades de armazenamento sejam combinadas em uma única unidade. Assim, a empresa pode tornar mais homogênea a sua estrutura para salvar arquivos, reduzir a indisponibilidade e garantir mais qualidade para o uso interno de dados.

Virtualização de memória

Aqui, múltiplas placas de memória RAM são agregadas em um único pool. Como consequência, aplicações que exigem grandes recursos computacionais podem ser executadas com qualidade, uma vez que o usuário terá acesso a uma memória mais rápida para fazer cache de arquivos ou abrir programas.

Virtualização de softwares

Nesse caso, uma máquina virtual é criada apenas para a execução de um único aplicativo. Assim, o usuário terá acesso a uma ferramenta em seu ambiente de trabalho ou fora dele, reduzindo o tempo necessário para executar rotinas e criando um fluxo operacional com maior mobilidade. E como a troca de dados é feita com o apoio de protocolos de segurança, vazamentos são menos frequentes.

Virtualização de redes

Essa virtualização é utilizada para a criação de múltiplas interfaces de rede em uma única infraestrutura. Dessa forma, o ambiente de rede pode ser segmentado para melhorar a troca de arquivos, dar mais segurança e mais confiabilidade ao usuário. Além disso, a gestão se torna mais simples, uma vez que os usuários terão acesso apenas aos recursos necessários.

Quais são as vantagens de virtualizar sistemas?

Para as empresas e para os negócios que trabalham com a gestão de infraestruturas de TI, a virtualização traz várias vantagens. Em conjunto, esses benefícios tornam o negócio mais competitivo e ágil.

Entre os benefícios para companhias, podemos destacar:

  • redução de custos operacionais;
  • eliminação do espaço utilizado para a alocação de dispositivos de TI;
  • melhora da gestão dos recursos de TI;
  • aumento de produtividade com o ganho de acessibilidade das soluções digitais;
  • redução do risco de perda de dados com a replicação automática de informações;
  • gerenciamento centralizado das políticas de segurança digital;
  • ganho de mobilidade e flexibilidade operacional;
  • possibilidade de focar as atenções em mais processos críticos.

Para as empresas que trabalham com a oferta de produtos de TI em data centers, a virtualização também é uma boa escolha pois:

  • maximiza a capacidade de o negócio aproveitar a capacidade da sua infraestrutura operacional;
  • reduz custos de manutenção e operação, gerando menos desperdício de recursos computacionais;
  • cria uma infraestrutura mais sustentável, uma vez que o hardware terá um maior aproveitamento.

Quais são os impactos da nova Lei de Proteção de Dados na virtualização de serviços?

A Lei de Proteção de Dados Pessoais foi aprovada no Senado em julho deste ano. Ela muda a forma como os empreendimentos que utilizam informações de terceiros armazenam, processam e analisam tais dados. Inspirada na legislação sobre o tema da União Europeia, ela prevê multas para quem não se regularizar e traz mais confiabilidade para o usuário.


Conforme essa lei, toda a coleta de informações deverá contar com o consentimento explícito do titular dos registros. Ele também pode solicitar, a qualquer momento, o acesso ao que o negócio mantém armazenado. Além disso, os registros devem ser removidos dos arquivos da empresa caso o cliente solicite o fim da sua relação comercial.

Empresas que não cumprirem com a lei estão sujeitas a multas de até R$ 50 milhões. E se vazamentos ocorrerem, o negócio deve informar ao usuário e ao governo sobre a brecha de segurança e tomar as medidas cabíveis para eliminar a vulnerabilidade que originou o problema no menor prazo possível.

Essas regras também valem para quem trabalha com a virtualização de sistemas. As companhias que atuam nesse ramo muitas vezes coletam informações de clientes para otimizar as suas infraestruturas e avaliar quais são os pontos mais críticos de suas operações. Além disso, tais registros podem ser processados para venda de publicidade direcionada.

Para o usuário, a nova lei traz mais confiabilidade e transparência. As políticas de privacidade mais claras e objetivas permitirão que as empresas que investirem nesse serviço saibam qual companhia possui um processo de coleta e armazenamento de dados mais alinhado com as suas normas internas de segurança digital e compliance. Assim, o investimento na virtualização terá mais segurança e confiabilidade.

Hoje, saber o que é virtualização é um fator estratégico. Essa solução auxilia empresas a eliminarem uma série de riscos e garantirem que os seus serviços sejam executados com mais flexibilidade e mobilidade. Em um cenário econômico marcado pela grande competitividade, isso é vital.

Quer saber mais sobre a Lei de Proteção de Dados e como ela afeta o seu dia a dia? Então veja o nosso post com todos os dados sobre essa nova legislação!

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