Entenda sobre a replicação de dados

Entenda sobre a replicação de dados

Você sabe o que é replicação de dados e por que ela é necessária?

Com a crescente dependência dos meios digitais para a realização de negócios, manter a disponibilidade dos serviços online tornou-se essencial para empresas de todos os portes, em todos os segmentos de atuação.

Uma interrupção dos serviços pode representar perda de oportunidades e quebra da produtividade interna, comprometendo diretamente a competitividade da empresa.

Neste artigo veremos como a replicação de dados pode contribuir para a garantia da continuidade na execução dos serviços, mesmo diante da ocorrência de falhas.

O que é a replicação de dados?

replicação de dados é um processo em que as informações de uma infraestrutura são copiadas para um ambiente com as mesmas configurações do ambiente de origem.

Dentro de uma estratégia de contingenciamento, ela representa a possibilidade de manter os serviços disponíveis a partir do segundo ambiente, caso o primeiro apresente falhas.

Portanto, trata-se de uma solução que permite ao negócio ter uma cópia ativa e operacional de todas as suas ferramentas.

No contexto do contingenciamento, a replicação inclui a duplicação de transações e um processo constante de atualização e sincronização entre o ambiente original e sua cópia.

Assim, a empresa se previne contra qualquer tipo de falha que venha a impactar sua infraestrutura de TI.

Caso a falha ocorra, a utilização do segundo ambiente é acionada imediatamente.

Assim, os serviços voltam a operar normalmente, enquanto a equipe de TI corrige a falha que atingiu o ambiente original.

Sincronização e backup

De certa forma, a replicação de dados une as características da sincronização e do backup de dados.

Apesar de existir uma relação de complementaridade entre esses conceitos, é importante saber distinguir um do outro, para que não se corra o risco de implantar na empresa uma estrutura de segurança incompleta.

Sincronização de dados

A sincronização faz um espelhamento das informações, geralmente em um serviço na nuvem.

Dessa forma, haverá sempre uma cópia exata dos dados que estão no ambiente operacional da empresa.

Porém, isso significa que, se um arquivo for indevidamente excluído ou alterado, essa ocorrência será espelhada no ambiente de cópia.

Assim, por si só, a sincronização de dados não representa uma garantia de proteção da informação.

A sincronização é muito útil como recurso para compartilhamento de arquivos e trabalho colaborativo envolvendo pessoas em diferentes locais.

Backup de dados

Já o backup de dados, ao contrário da sincronização, permite a guarda de cópias periódicas dos arquivos.

Na prática, isso significa a possibilidade de a empresa manter pontos de retomada aos quais ela pode voltar caso necessário.

Isso é importante em situações como o de um problema estrutural, que resulte em dados corrompidos, por exemplo.

Nesse caso, a solução seria a de restaurar o último backup anterior à ocorrência, quando os dados estavam sabidamente íntegros.




É claro que esse procedimento gera perda de informações e um provável retrabalho, mas ao menos restaura um ambiente íntegro.

A forma de se fazer backups varia de empresa para empresa, mas o mais comum é o backup diário.

Outro ponto importante está em estabelecer o período de retroatividade que deve ficar disponível para uma eventual necessidade de utilização.

Assim, o backup é especialmente útil para restaurar ambientes após a ocorrência de erros humanos, falhas de hardware e desastres.

Como a replicação de dados beneficia o seu negócio?

Listamos a seguir as principais vantagens que a replicação de dados pode trazer para a sua empresa.

Maior capacidade de garantir a continuidade das operações

Com a replicação de dados, a empresa passa a contar com uma alta capacidade de manter suas rotinas em execução, mesmo diante da ocorrência de falhas.

A criação de múltiplas instâncias com os dados dos sistemas mais importantes amplia a confiabilidade dessa infraestrutura.

Uma replicação de dados bem implementada reduzir drasticamente as chances de uma empresa ter problemas de disponibilidade em seus serviços.

Já uma retomada de serviços a partir da restauração de um backup, por exemplo, tende a ser muito mais demorada.

Redução de riscos

A redução de riscos é uma das maiores preocupações de gestores de TI.

Conforme a tecnologia é integrada ao ambiente operacional de empresas, a necessidade de manter a infraestrutura com alto nível de disponibilidade torna-se fundamental.

Nesse cenário, as melhores estratégias são aquelas que reduzem o número de fatores que possam comprometer a segurança interna.

Com efeito, a replicação de dados evita o prolongamento do downtime após uma falha em sua infraestrutura de TI.

No momento em que uma falha ocorrer, o gestor de TI poderá acionar uma nova instância para que a área afetada possa manter as suas rotinas.

Desse modo, a equipe de TI pode trabalhar na eliminação do problema localmente, sem interromper as atividades do negócio.

Voltando à alternativa da restauração de um backup, além da demora na retomada, ela também implica em perdas ou retrabalho.

Melhor relação custo / benefício

Para implementar localmente a replicação dos dados, seria necessário recriar toda a infraestrutura de TI.

Em muitos casos, independentemente do porte da empresa, isso pode ter um custo proibitivo.

Porém, mesmo esse custo pode ser reduzido a partir da replicação de dados na nuvem.

De forma simples, a empresa pode recriar uma infraestrutura semelhante à sua. Nesse caso, o custo reduz-se ao consumo dos serviços da nuvem.

Segurança da informação

Além de garantir retomada e continuidade na execução dos processos, replicar dados também significa, de forma intrínseca, garantir a segurança dos dados em si, que muitas vezes são confidenciais.

Melhoria no desempenho das aplicações

Além de cumprir um papel estratégico na cobertura a falhas, a replicação de dados também pode ser útil como meio para a realização de processamento distribuído.

A replicação distribui leitura de dados por diferentes máquinas na rede. Com isso, obtém-se uma melhoria no desempenho das aplicações.

Os métodos de replicação de dados

Conhecer os diferentes métodos de replicação de dados é crucial para que o gestor de TI escolha aquele que esteja mais de acordo com as exigências do negócio.

Conforme veremos a seguir, existem dois métodos distintos de replicação de dados.

Método ativo-ativo

Nesse método, a replicação de dados ocorre em tempo real, tanto no ambiente primário quanto no ambiente secundário.

Na prática, não há ambiente primário e ambiente secundário e sim dois ambientes ativos, em paralelo.




É um método considerado mais seguro, uma vez que há praticamente uma disponibilidade de serviços duplicada.

Assim, no momento em que uma falha atingir um dos ambientes, o impacto será mínimo, já que não há delay para troca de ambientes.

O ponto negativo deste método é que ele exige um investimento maior na infraestrutura de TI, porém, processos considerados mais críticos podem exigir esse tipo de solução.

Método ativo-passivo

No método ativo-passivo, a replicação de dados não é feita automaticamente.

Nesse caso, existe uma sistemática de sincronização. A atualização de dados do ambiente primário para o ambiente secundário é feita em intervalos configurados conforme a necessidade da empresa, mas que, em geral, não são contínuos.

Portanto, o tempo necessário para retomar as atividades após um problema pode ser maior quando comparamos com a replicação ativo-ativo, além de poder envolver algumas perdas.

Principais desafios ao investir na replicação de dados

A replicação de dados traz alguns desafios para a empresa, como a adequação de sua infraestrutura de rede, a preocupação com a segurança e os custos envolvidos.

Adotando uma visão preventiva, a empresa consegue evitar riscos que poderiam surgir a partir da adoção da replicação de dados.

Assim, a empresa maximiza o seu retorno sobre o investimento e assegura a integridade de sua infraestrutura e a capacidade de se manter operacional quando as falhas ocorrerem.

A adequação da infraestrutura de rede

Uma vez que a replicação de dados depende de uma boa conexão para envio e recebimento de dados com qualidade, é crucial que a empresa tenha uma infraestrutura capaz de lidar com o aumento do fluxo de dados, sem que isso comprometa a conexão de todos os usuários.

Também é importante que a conexão de rede seja estável e tenha elevada disponibilidade. Dessa forma, a empresa não terá problemas para acessar a infraestrutura replicada quando necessário.

Os riscos à segurança

Os riscos à segurança não devem ser ignorados em um ambiente com replicação de dados.

É importante que o gestor de TI esteja preparado para evitar que o uso desse recurso comprometa a integridade da infraestrutura da empresa.

Controles de acesso devem ser replicados ou modificados, evitando que os usuários tenham acesso a recursos críticos.

Também é necessário monitorar os arquivos replicados, evitando que ocorra o acesso não autorizado a eles.

Da mesma forma, testes devem ser realizados para garantir a integridade das informações, diminuindo os riscos de um arquivo replicado estar corrompido.

Os custos para a implantação de um mecanismo de replicação de dados

Apesar de a relação custo / benefício ser claramente favorável à adoção da replicação de dados, o custo elevado para a sua implantação pode ser mesmo desafiador para a empresa, e não só para a pequena ou média empresa.

Assim, a terceirização deve ser sempre uma alternativa a se considerar, tanto em relação à infraestrutura quanto à própria disponibilidade de uma equipe qualificada.

Conclusão

Entendendo a real importância da disponibilidade dos serviços online para a empresa, fica claro o quanto a replicação de dados é necessária e oportuna.

Mas, como vimos, apesar de ser conceitualmente muito simples, sua implantação na prática traz alguns desafios a serem superados.

De toda forma, uma empresa que quer ser competitiva não pode abrir mão dos benefícios proporcionados pela replicação de dados.

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