Disco SSD, SAS ou SATA? Confira as 5 principais diferenças!

Disco SSD, SAS ou SATA? Confira as 5 principais diferenças!

A criação de uma infraestrutura de TI é um processo complexo. Todos os pontos devem combinar como um mecanismo único, dando alta performance ao usuário. Portanto, o gestor deve estar atento para as características de termos como SATA, HDD, SSD e SAS.

Todos eles estão ligados ao modo como computadores e servidores armazenam arquivos e realizam a transferência dos dados. Portanto, conhecer o modo como essas tecnologias estão estruturadas, permite que a companhia crie uma infraestrutura mais alinhada com as suas necessidades e evite desperdícios.

Se você quer saber mais sobre esse tema e como diferenciar essas tecnologias, veja o nosso post abaixo!

Como funciona um HD tradicional?

O HDD (Hard Disk Drive ou Unidade de Disco Rígido) tradicional é o resultado da união de um conjunto de discos de metal, agulhas de leitura magnéticas e uma interface de controle. Esse conjunto é mantido em uma embalagem selada do ambiente externo e com um baixo nível de tolerância: qualquer choque físico pode resultar em danos aos discos e a perda permanente de dados.

Os HDDs, quando comparados com tecnologias modernas possuem uma série de desvantagens. Por terem partes móveis, a sua operação demanda mais energia elétrica, está mais suscetível a danos físicos e gera mais ruídos.

Além disso, o tempo para acessar e gravar informações é muito maior. O computador deve esperar o disco começar a sua operação (o que leva a mais latência) e o tempo de leitura é alto, uma vez que, em vários casos, múltiplos blocos devem ser lidos antes do registro ser entregue ao usuário. Porém, por ser uma tecnologia consolidada, o seu custo é baixo.

Como funciona o SSD?

O termo SSD é utilizado para designar os discos de estado sólido (ou solid-state drive, no original em inglês). Em poucas palavras, um SSD é um chip com múltiplas unidades de memória flash.

Isso faz com que o SSD não tenha partes móveis. Além disso, o seu tamanho é reduzido quando comparamos com um HDD tradicional.

O SSD acessa os arquivos com uma interface controladora como a SAS ou SATA. Alguns modelos, mais avançados, também podem utilizar tecnologias como a M.2 e a U.2.


A maioria dos SSDs disponibilizados no mercado atualmente utilizam memórias NAND para salvar dados. Elas sãos mais confiáveis do que outras tecnologias flash por não perderem informações no caso de ausência contínua de alimentação elétrica, como ocorre com a memória RAM (que é mais ágil) e a ROM. Nesse caso, é necessário apenas uma pequena descarga após alguns anos para manter as informações ativas.

O uso de SSDs traz algumas vantagens que fizeram ele se tornar popular no ambiente corporativo, ainda que tenha um custo mais elevado quando comparamos com os HDDs tradicionais. A maior de todas é a velocidade.

Ao acessar um dado no SSD, o computador não precisa esperar uma série de operações físicas ocorrerem. Nesse caso, apenas há o envio de um impulso elétrico para a coleta e envio dos dados entre as redes de comunicação internas do chip de memória e a placa controladora. Assim, o SSD ganha mais velocidade nas operações de leitura e escrita, além de ter menor latência.

As suas características também trazem outras vantagens, como a maior durabilidade (pois não existem partes móveis), o menor uso de energia e a melhor experiência de uso: se o usuário necessita de menos tempo para acessar, salvar e modificar arquivos, ele será mais produtivo e conseguirá executar mais operações com menos recursos.

Como funciona a interface SAS?

O SAS (Serial Attached SCSI) é uma evolução do padrão SCSI. Em poucas palavras, nós podemos definir o SAS como uma interface de comunicação ponto a ponto (p2p) que conecta dispositivos de armazenamento em massa a uma placa mãe.

O SAS faz a transferência de dados serialmente. Isso permite a interface atingir velocidades de envio e recebimento de arquivos de até 22.5Gbit/s. Além disso, ele é compatível com aparelhos que possuam a interface SATA a partir da sua segunda geração (apesar do reverso não ser possível).

Por realizar a transferência modo serial, a interface tem cabos e conectores mais simples. Isso facilita a sua adoção, já que o custo de fabricação cai.

A maior voltagem utilizada pelos cabos garante o envio e recebimento de informações em cabos de até 10 metros sem problemas de latência. Por fim, a possibilidade de enviar e receber arquivos simultaneamente (tecnologia conhecida como full duplex) auxilia na redução do tempo de acesso a dados e melhora a experiência de uso.

Esses fatores, em conjunto, levam muitas empresas a investirem no SSD e SAS. O tempo de acesso a um arquivo será muito menor, assim como o número de fatores que possam contribuir para a existência de erros.

Como consequência, a companhia pode adotar as tecnologias SSD e SAS em servidores de alta performance e que trabalhem em rotinas que demandam muitos recursos computacionais (como bancos de dados que são acessados por vários usuários).


O retorno sobre o investimento, nesse cenário, é obtido com a possibilidade de entregar informações ao usuário com muito mais rapidez, o que resultará em maior produtividade no dia a dia da empresa.

Como funciona a tecnologia SATA?

A interface SATA é, hoje, um dos modos mais tradicionais para controlar o acesso a arquivos em unidades de armazenamento. Ela é uma evolução da PATA e a sua sigla significa Serial Advanced Technology Attachment.

Em relação ao PATA, a interface SATA trouxe alguns benefícios para o usuário. Os cinco principais são:

  1. a possibilidade de realizar hot swap (adicionar ou remover componentes sem desligar o sistema);
  2. um custo de produção reduzido;
  3. métodos de controle de erros mais avançados;
  4. cabos para transferir arquivos e realizar alimentação elétrica menores e mais simples;
  5. maior velocidade para enviar e receber arquivos.

Desde 2003, o padrão SATA já passou por duas evoluções. Elas podem ser diferenciadas pelas seguintes características:

  • 1ª geração, com taxa de envio e recebimento de dados de até 150MB/s;
  • 2ª geração, com taxa de envio e recebimento de dados de até 300MB/s;
  • 3ª geração, com taxa de envio e recebimento de dados de até 600MB/s.

A terceira geração passou por pequenas revisões após 2009. Elas foram voltadas para adaptar o padrão SATA às novas tecnologias, como os dicos SSDs e a compatibilidade com outras interfaces, como a USB 3.0 e a mSATA. Além disso, as alterações tornaram o SATA energeticamente mais eficaz.

Muitas empresas estão adotando o investimento em servidores e bancos de dados para se manterem mais competitivas com o apoio da tecnologia. Nessa hora, a escolha de uma infraestrutura bem adequadas com as necessidades do empreendimento é um ponto crucial, uma vez que peças de má qualidade ou que não sejam as mais eficazes podem influenciar de vários modos no dia a dia do usuário.

Essa atenção deve se passar por todos os detalhes, inclusive as interfaces de transferência de dados e os dispositivos de armazenamento. Portanto, sempre avalie o seu perfil de uso antes de escolher entre o HD tradicional, a interface SATA, o SSD e o SAS. Assim, a sua companhia evitará desperdício de recursos e uma baixa performance ao acessar arquivos.

Gostou desse texto e quer saber mais sobre como manter os seus servidores eficazes? Então fala com a gente!

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