Os 6 métodos de ciberataque mais usados contra as empresas

Os 6 métodos de ciberataque mais usados contra as empresas

Sua empresa investe em segurança da informação? Ela está protegida contra um eventual ciberataque?

O ciberataque, ou ataque cibernético, é uma ameaça cada vez mais frequente contra os dados das empresas em ambientes digitais.

A Positive Technologies, uma importante fornecedora global de soluções em segurança corporativa, divulgou um relatório em que identificou, no segundo trimestre de 2018 um aumento de 47% na quantidade de ataques cibernéticos contra empresas, em relação ao mesmo período de 2017.

Neste artigo você vai conhecer os seis principais métodos de ataque cibernético utilizados contra empresas. Verifique se sua empresa está protegida contra eles.

Ciberataque: o alvo principal pode ser a sua empresa

Uma tendência identificada no crescimento dos ataques cibernéticos é a de que eles ocorrem de forma cada vez mais seletiva.

Em lugar das campanhas em massa, generalizadas e aleatórias, os ataques vêm sendo mais dirigidos às empresas e seus clientes.

As transações com criptomoedas também se tornaram muito visadas. Contas em Bitcoin, Verge, Monacoin, ZenCash e Litecoin, entre outras, vem sofrendo desfalques significativos.

Entre as informações mais procuradas pelos cibercriminosos, destacam-se dados pessoais, credenciais e dados dos cartões de pagamentos.

Nesse sentido, os endereços mais visados são os de comércio eletrônico, emissão online de bilhetes e reserva de hotéis.

Os principais métodos de ciberataque

O estudo identificou seis modalidades de ataque cibernético mais utilizados atualmente. Conheça um pouco sobre cada um deles a seguir.

#1. Malware

O termo malware (do inglês malicious software) engloba algumas modalidades de software que se infiltram de forma ilícita nos computadores, a partir de vulnerabilidades, engenharia social ou senhas forjadas.




São classificados como malware os seguintes softwares:

  • Vírus de computador são programas que, além de se infiltrar em um computador e atacá-lo, tem a capacidade de se multiplicar e se propagar para outras máquinas.
    • Normalmente, há uma primeira ação de um usuário para que o processo de infecção seja disparado.
    • Vírus são muito comuns em anexos de e-mail.
  • Worms (vermes) são programas que se espalham por computadores conectados em rede, sem que uma ação de usuário seja necessária para disparar o processo.
  • Cavalos de troia são softwares que normalmente se apresentam como ferramentas úteis ao dia a dia do usuário, que por isso os istala. Entretanto, eles agem no sentido de abrir caminho para a ação dos criminosos.
  • Spywares são softwares que se instalam nas máquinas de usuários e passam a vigiar suas ações.
    • Existem spywares que não são mal intencionados. Algumas empresas se utilizam deles para, com a autorização do usuário, coletar dados sobre preferências e hábitos na web, por exemplo.
    • Entretanto, há spywares que não pedem autorização para sua instalação e passam a espiar as ações do usuário em busca de senhas e informações importantes.

#2. Engenharia social

A engenharia social é um meio de induzir usuários a executar ações que ao final resultarão em infiltração de malwares, acesso a informações confidenciais e até mesmo desvio de dinheiro.

A indução se dá através de mensagens aparentemente confiáveis, criadas com o uso de técnicas de persuasão, que levam os usuários a ações quase instintivas.

Um exemplo clássico é atrair a curiosidade do usuário para um link ou um anexo, onde obviamente está a armadilha.

A dificuldade em combater esse tipo de ataque cibernético está no fato de ele explorar uma vulnerabilidade que está fora do hardware ou do software instalado na empresa.

A vulnerabilidade, nesse caso, está no usuário, no ser humano.

#3. Hacking

Explorando vulnerabilidades em hardwares e softwares, os ataques têm atingido principalmente governos, bancos e plataformas de criptomoedas.

Entre as principais formas de vulnerabilidade encontram-se a falta de atualização de sistemas operacionais e outros softwares ou ainda o uso de softwares não homologados ou desenvolvidos segundo padrões não adequados.

Falhas em componentes de hardware também tem sido descobertas e exploradas por cibercriminosos.

#4. Compromisso de credencial

De um lado, há uma crescente implementação de políticas de segurança para os mais diversos tipos de acesso a ambientes digitais.

Por outro lado, os usuários precisam criar cada vez mais senhas e atualizá-las com maior frequência, sem a opção de repetir senhas recentes.

Assim, esses usuários têm feito uso de gerenciadores de senhas. Com eles, elimina-se a possibilidade de esquecer ou confundir senhas, e elas ainda ficam guardadas em segurança, criptografadas.




Porém, mesmo considerados seguros, gerenciadores de senhas têm sido violados por ataques, potencializando a ação do cibercrime, já que trata-se de uma porta que abre outras.

#5. Ataques na web

Nessa categoria, o estudo englobou a ação de extorquir operadores de sites, ameaçando roubar bancos de dados de clientes ou tirar sites do ar.

#6. DDoS

DDoS é a sigla para Distributed Denial of Service, algo como Negação Distribuída de Serviço.

São ataques realizados principalmente com a intenção de chamar a atenção para alguma questão através da interrupção de serviços de um site, mas há também casos em que o objetivo é extorquir a instituição atacada.

Existem diferentes formas de forçar a interrupção de um site. Uma delas é, por exemplo, sobrecarregando-o de requisições, de tal forma que o servidor não tenha condições de gerenciá-las e acabe caindo.

A prevenção contra ciberataques

Para se prevenir contra essas e outras possibilidades de ataques, o relatório recomenda ações como:

  • Centralizar o gerenciamento de atualizações.
  • Instalar antivírus em todos os sistemas e endpoints.
  • Implementar recursos de Security Information and Event Management (SIEM), ou Gerenciamento de informações e eventos de segurança.
  • Adotar a criptografia para informações confidenciais.
  • Realizar backups periódicos.
  • Restringir os privilégios de usuários.
  • Utilizar a autenticação de dois fatores.
  • Estabelecer requisitos mais rigorosos de complexidade das senhas.
  • Exigir alterações de senha a cada 90 dias.

Conclusão

Então, sua empresa está protegida contra ciberataques?

Conforme vimos, além das vulnerabilidades existentes em hardwares e softwares, os cibercriminosos também tem explorado vulnerabilidades em torno dos usuários.

Assim, investir na segurança da informação é essencial para dar tranquilidade à operação do negócio.

Entretanto, um combate efetivo ao ciberataque requer ainda a disseminação de uma cultura de proteção ao ambiente digital da empresa.

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