O que é VM (Virtual Machine) e para que serve?

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Tempo de leitura: 7 minutos

As empresas precisam de estabilidade e disponibilidade de estruturas de TI para operarem. Para alcançar isso, elas fazem uso de virtual machine, containers e dual boot.

Neste artigo vamos explicar o que é uma máquina virtual, por que surgiu a necessidade de virtualização, onde ela é empregada e quais suas vantagens.

Além disso, vamos apontar alguns exemplos de uso. Se você está em dúvida sobre se deve ou não usar virtual machine na sua empresa, este artigo é para você.

Boa leitura!

O que é uma virtual machine?

Em resumo, uma virtual machine significa que um disco rígido virtual está operando em um ambiente físico. Ou seja, temos um hardware dentro de outro hardware. Pelo menos é isso que o computador vê durante a execução da VM.

Além disso, é importante ressaltar que o disco rígido virtual atua de forma independente do disco rígido físico. Dessa forma, há uma separação entre ambos os ambientes, sem haver nenhuma interação entre eles.

Isso permite que várias operações possam ser realizadas. Porém, devemos levar outro ponto em consideração: os aplicativos também podem ser até de sistemas operacionais diferentes. É uma verdadeira mão na roda para qualquer desenvolvedor.

Se você precisa rodar uma aplicação que só funciona no SO X, mas sua máquina usa o SO Y, criar uma virtual machine é o ideal para seu caso. Além disso, se sua empresa pretende desenvolver para SOs diferentes dos presentes nas máquinas da organização, a VM é a melhor alternativa.

Outro ponto bastante positivo é a não interação entre as partes. Como uma máquina virtual engana o software — por não estar em um sistema físico —, ela poupa o sistema original. Os demais processos do computador não são alterados pelo que é feito dentro da VM.

Porém, ela pode ser movida para outras máquina, e conta até com backup. É uma verdadeira MacGyver, não é mesmo?




Por que surgiu a virtualização e qual sua relação com a virtual machine?

Tudo começou na década de 60, quando os mainframes surgiram. A saber, um mainframe é um computador enorme e sua função é processar toneladas de dados. Eles eram — e continuam sendo — utilizados por grandes empresas ao redor do mundo.

Em resumo, esses computadores têm uma tarefa árdua: trabalhar para vários usuários em milhares de canais diferentes, sempre processando informação. Essa tecnologia era utilizada para fins bélicos. Bancos, universidades e empresas de diversos tipos fazem uso deles nos dias de hoje.

O problema da década de 60 era muito complexo: como economizar ao usar um computador gigante como esse? A resposta foi dividi-los em vários pedacinhos. A empresa que deveria resolver isso era ninguém menos que a IBM.

No entanto, de lá para cá muita coisa mudou. Essa ideia de divisão deu origem à computação em nuvem. Além disso, foram desenvolvidos vários outros conceitos de virtualização. Veja alguns deles:

  • Virtualização de servidores, o qual particiona um servidor físico em vários servidores virtuais.
  • VDI (Virtualização de Desktop), onde apenas um desktop gerencia vários outros desktops simultaneamente.
  • Virtualização de SOs, o qual foca apenas em abstrair o SO.

Quando falamos em servidores, devemos dar créditos ao Hypervisor. De fato, ele divide as pools sempre que há solicitação de capacidade computacional pela virtual machine.

Por fim, um efeito colateral das máquinas virtuais foi o desenvolvimento de containers. O aspecto mais interessante é que podemos usar uma VM e containers no mesmo projeto.

Agora que você entende um pouco mais sobre VMs, vamos ver onde são aplicadas e quais as vantagens em utilizá-las.

Onde usar uma virtual machine e quais são suas vantagens?

De longe, o principal uso da virtual machine é no desenvolvimento de sistemas. Além disso, ela também pode ser empregada para testes do produto, como uma versão alfa ou beta.

As máquinas virtuais conseguem contornar um problema duro para desenvolvedores de software: mesmo sem ter o SO instalado na máquina, é possível desenvolver produtos para ele. É o caso de desenvolver app Android enquanto se utiliza o Windows, por exemplo.

Mas não é só para os developers que ela é importante. Os demais colaboradores da empresa podem usufruir dessa ferramenta também. Um ótimo exemplo é os funcionários conseguirem acessar o sistema da empresa pelo computador pessoal — o famoso BYOD.

Vamos explorar as vantagens em se usar virtual machines.

1. Segurança

As VMs são ótimas para aumentar a segurança durante a virtualização dentro da empresa. A razão disso é sua capacidade de encapsulamento.

Por não acarretar em interferências entre processos, as máquinas virtuais impedem um efeito dominó dentro do projeto. Dessa forma, problemas dentro da VM ficarão confinados a ela, impedindo seu alastramento. Isso é ótimo quando precisa-se testar arquivos infectados.




2. Flexibilidade

Por serem basicamente alguns arquivos de computador, é fácil manusear uma VM. Dessa forma, sua transferência é bastante simples, impedindo-a de ficar limitada ao computador de origem.

O objetivo final pode demandar que o desenvolvimento seja flexível. Isso é importante quando falamos em projetos de desenvolvimento.

3. Redução de custos

Como vimos nas seções anteriores, o principal intuito de uma virtual machine é justamente reduzir custos — e ela é muito boa nisso. Dessa forma, sem condenar a qualidade do projeto, usar VM diminui gastos diretos e indiretos.

Além disso, vários custos adicionais, como instalação, manutenção e assim por diante são evitados. Tudo isso só acontece pois reaproveitamos máquinas que a empresa já possui.

4. Redundância

Por fim, algo muito importante nos dias de hoje é manter os processos em pleno funcionamento dentro da empresa. A redundância presente nos sistemas garante que isso aconteça.

Utilizar VMs em servidores é uma ótima forma de assegurar isso. De fato, mesmo que algumas VMs apresentem problemas, as outros podem ocupar sua função, o que permite a continuidade dos processos.

Essa rápida substituição permite que períodos de downtime sejam curtinhos, o que acarreta em menor perda de lucros por parte da empresa, por exemplo.

Conclusão

Em conclusão, as virtual machines são ferramentas indispensáveis para grandes corporações. Porém, pequenos negócios também podem se beneficiar muito delas. Com um custo baixo e boas vantagens, certamente usar VMs é uma ótima opção para sua empresa.

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