O que é data center?

O que é data center?

Para se ter uma ideia do que representa um data center, pense em todo o volume de informações que é processado, armazenado e trafegado diariamente pela internet.

Sim, há data centers na retaguarda, tornando possível essa troca de informações.

Mas todo esse poder de processamento não está apenas a serviço da internet. Ele é também a solução mais eficiente para as necessidades internas de processamento de informações de uma empresa.

Neste artigo veremos o que faz do data center uma estrutura tão importante para o dia a dia de uma empresa.

Data center: o que é

O data center é um ambiente que concentra toda a estrutura necessária para o processamento e o armazenamento de informações, além dos mecanismos de gerenciamento de redes e de telecomunicações que o mantém conectado a toda a sua comunidade de usuários.

Os mais experientes talvez se lembrem da sigla CPD (Centro de Processamento de Dados). De fato há algumas semelhanças entre aquelas estruturas e as atuais.

Sem dúvida, os data centers de hoje são muito mais abrangentes, não ficando restritos a processos locais. Mas a ideia da estrutura centralizada, especialmente construída para acomodar dispositivos que processam e armazenam dados, essa continua presente.

Estrutura de um data center

Dado o seu caráter crítico, um data center deve ser construído e mantido seguindo rigorosamente algumas premissas de segurança, disponibilidade, desempenho e custo.

Ser especialmente projetado para determinada finalidade implica em uma série de especificações a serem seguidas.

Assim, por exemplo, uma instalação própria para um data center precisa atender a requisitos como:




  • Observância de temperaturas adequadas nos ambientes em que os equipamentos estão instalados.
  • Fornecimento constante e estável de energia elétrica (no-breaks, geradores de potência e até subestações elétricas são necessários).
  • Proteção contra incêndios.
  • Proteção contra desastres naturais.
  • Uso de racks e armários para proteção física dos equipamentos.
  • Sistema de alarmes contra invasões.
  • Acesso restrito a pessoas autorizadas.
  • Formação de uma equipe de segurança responsável pelo monitoramento das instalações e auxílio a colaboradores.
  • Infraestrutura de rede:
    • Deve garantir o acesso às informações hospedadas, sem falhas.
    • Deve ser projetada de forma a comportar todo o volume de tráfego e processamento de informações e ainda estar preparada para um crescimento.

Exemplo de um corredor de data center

Tipos de data center

Há dois tipos básicos de data center, que se diferenciam entre si pelas finalidades a que se destinam.

Data Center Privado (PDC)

O PDC concentra toda a estrutura de processamento e armazenamento interno de informações de uma empresa, podendo incluir suas aplicações de internet.

Internet Data Center (IDC)

É tipicamente um provedor de serviços que oferece toda a estrutura necessária para hospedar os serviços de internet de terceiros.

Um serviço muito utilizado em IDC’s é o de co-location, em que um servidor dentro do IDC é alocado para uso exclusivo de um determinado usuário ou empresa.

Modelos de utilização

Um data center pode ainda apresentar diferentes modelos de utilização. Os principais são:

  • O corporativo monolítico, em que a empresa utiliza recursos próprios, sem compartilhamento.
  • O corporativo compartilhado, em que diversas empresas compartilham os mesmos recursos de um data center.
  • O modelo ASP (Provedor de Aplicações e Serviços), em que a empresa utiliza a estrutura disponibilizada por um provedor.

Adotando cloud computing

A aplicação dos conceitos de computação na nuvem (cloud computing) abriu novas possibilidades para os data centers, tanto em termos de ampliação de suas capacidades de armazenamento e processamento, quanto na oferta de novos e melhores serviços.

Com a computação na nuvem, os recursos de um data center podem ser distribuídos em diferentes instalações físicas, proporcionando facilidades como:

  • Segurança: o caráter distribuído dos dados reduz os riscos associados a um eventual dano à instalação física; além disso, a constante preocupação com a segurança dos dados na nuvem fez deste um de seus pontos forte.
  • Flexibilidade e escalabilidade: a distribuição de recursos também traz muitas facilidades para uma eventual necessidade de expansão da capacidade de armazenamento e processamento de informações.
  • Mobilidade: o acesso ao data center torna-se fácil (e ao mesmo tempo seguro), a partir de qualquer ponto com acesso à internet.

Data center local ou virtual?

Com efeito, uma empresa pode optar entre manter o data center em suas próprias instalações ou em instalações remotas, acessando-o virtualmente. O que é melhor?

O data center local

Para adotar uma implementação local, a empresa precisa dispor de:

  • Uma instalação física que possa atender a todos os requisitos já citados.
  • Todos os dispositivos necessários à operação (servidores, roteadores, cabeamento, componentes de rede, etc).
  • Equipe técnica qualificada para instalar e manter todo o hardware e software.

Um data center local permite à empresa:

  • Manter o controle de todo o ambiente de acordo com as suas necessidades.
  • Centralizar todas as suas informações e operações.
  • Ter acesso contínuo ao ambiente, sem depender de conexões via internet.

Por outro lado, manter um data center local implica em:




  • Manutenção onerosa.
  • Custo elevado para atualizações e expansões.
  • Nível de segurança menor, tanto em termos físicos quanto lógicos.

O data center virtual

A empresa pode terceirizar seu data center, que então fica sob a responsabilidade de um provedor.

Este por sua vez, pode oferecer à empresa todas as vantagens já citadas de uma estrutura baseada na nuvem.

Além disso, o provedor pode ainda se responsabilizar pela manutenção e atualização de hardwares e softwares e por todos os aspectos de segurança e disponibilidade dos dados armazenados.

Por ser um ambiente virtualizado, não apenas processamento e armazenamento de dados são virtualizados, mas também rede e segurança.

Dessa forma, a empresa pode obter uma redução de custos, pelo fato de não precisar investir na aquisição nem na manutenção de instalações físicas e equipamentos. Ela apenas paga pelos serviços consumidos junto ao provedor.

Entre os obstáculos à adoção de um data center virtual, encontra-se principalmente uma possível resistência por parte de colaboradores e até mesmo de gestores, que podem ver na terceirização uma perda de controle e uma diminuição de sua própria importância dentro da empresa.

Cuidados na escolha de um provedor

Uma vez que a opção feita seja a de uma solução virtual, alguns aspectos importantes devem ser avaliados na escolha do provedor. Por exemplo:

  • Qual é a reputação desse provedor no mercado?
  • A infraestrutura oferecida para o seu data center é satisfatória?
  • Avalie detalhadamente a política de segurança do provedor e quais mecanismos ele utiliza para torná-la efetiva.
  • Avalie a extensão do suporte oferecido.
  • Consulte a opinião de outros clientes deste provedor.
  • A estrutura é no Brasil?
  • O suporte técnico é em idioma português?

Conclusão

Como vimos, estamos falando do sistema nervoso central da empresa. Seja local ou virtual, pelo data center passa todo o fluxo de informações que mantém a empresa em operação.

Portanto, investir em um data center que garanta a disponibilidade dos serviços, com desempenho e em segurança é um pré-requisito para uma empresa se manter competitiva no mercado.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *